ANTIBIÓTICOS

05/03/2013

 


Conhecemos de muito tempo os métodos utilizados nas criações de passeriformes, e sabemos das grandes dificuldades de seus criadores, que culmina no uso sem a devida orientação de drogas anti microbianas (antibióticos) em suas criações, na tentativa de prevenir principalmente a mortalidade dos filhotes. O que não podemos deixar de considerar, é que os antibióticos, como diz o próprio nome, não tem ação preventiva e sim curativa. Quem já viu um médico receitar um antibiótico para seu paciente não adoecer? Ou misturar antibióticos no leite de um recém nascido? A questão é que sabemos da importância da utilização de tais drogas no sucesso das criações, não se trata de não usar, tratasse de usar de maneira adequada.

Nos dois últimos anos notamos um expressivo aumento na mortalidade principalmente de filhotes, onde o uso dos antibióticos de costume não demonstra mais a ação esperada. Isso se deve a um processo natural dos germes chamado resistência microbiana, o uso indevido dos antibióticos faz com que as bactérias tenham contato com a droga mas não sejam eliminadas, essas bactérias então passam a desenvolver mecanismos diversos de resistência, fazendo com que os antibióticos sejam ineficientes no combate desses germes.

Hoje em dia notamos que aproximadamente 90% dos antibióticos de uso veterinário não são mais eficientes, pois já foram usados inadequadamente. Começa então uma corrida contra a resistência microbiana, nas tentativas muitas vezes frustradas de se encontrar de forma aleatória, novos produtos que possam minimizar o problema.    

A solução para esse problema é simples, só requer bom senso da parte dos criadores e veterinários. Antes da utilização de antibióticos em um plantel deve-se identificar o patógeno, ou seja, descobrir qual bactéria, ou se é mesmo uma bactéria o agente causador do problema. Um simples exame de cultura bacteriana com antibiograma seria suficiente nesse caso, onde alem da identificação da bactéria encontramos o antibiótico especifico para seu combate.

Nos dias atuas, com toda essa problemática, não cabe mais “dar tiro no escuro”, a pesquisa é a única solução eficiente. O sucesso dos criadores e profissionais da área depende dessa conscientização, para que a criação de passeriformes possa continuar sendo um prazer, e não uma dor de cabeça.

 

Dr. Thiago Muniz

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